Há o que me falta,
Não me falam as cores, não me falam as luzes, e se por algum motivo alguém vier falar vou dar de bom o meu agrado. Tenho em mãos unhas grandes para as cordas do instrumento, e em partes tenho as sensações de estar sempre sozinho. Mesmo que bem acompanhado estou sempre sozinho, acompanhando uma boa parte de melodia. Ao odor de um pós-banho sobem com o cheiro a lembrança, em esperança de relembrar. Mas pra março deixaram as chuvas em destaque do mês, mas das mais inesperadas, impiedosamente ninguém nunca vem nos avisar se a gravidade vai mesmo trazer pra baixo. Ninguém quer deixar claro o que realmente pensa, quer somente os desejos trucidando a consciência sem chances de serem barrados por um não pensado. Está no ar, não é preciso declarar a minha aflição de momento, é só ler e compreender.
Escrito por r u l às 21h09
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