O ponto alto da realidade
Sou eu quem assume aqui. O escritor do livro foi embora e me largou com tudo isso.
Escrevo de uma esquina sem nenhuma luz e posso estar onde eu quiser. Manicômio, eu estava tentando ensinar minha irmã pequena a tocar violão mas estourei o violão na parede, por sorte não foi na janela! Eu considero desde então a vida engraçada pois não tenho vida, traço umas mentiras e junto palavras pra você ler imaginando e no final você fica sabendo que não fui baseado em personagens reais. Em 1986 eu morei e morava em uma biblioteca e era eu que me imaginava sabendo de todas as histórias escritas naqueles livros. Nunca toquei num livro sequer. Entrava e saía sem notar nenhum deles. Por isso saí de lá e fui morar num bar onde os loucos tocavam rock e jogavam cerveja na multidão. Eu ficava lá debaixo tentando entender o que diziam nas músicas e o que me fez depois de um tempo gostar de música; não da letra porque não se ouvia nada! Lá eu sempre ouvia as conversas dos músicos que depois do palco encaravam a sarjeta com sono eu ouvi muito a frase " quem me conhece que não me compre " realmente não aparentam valer algum trocado! De certo modo eu me enjoei de tudo por que não me aconteceu nada eu resolvi morar com um bando de estudantes com a esperança de aprender algo!
Dormiam tarde da noite, faziam festa de segunda a sexta e viviam drogados e nessa eu me entreguei
Escrito por r u l às 18h49
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