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Débil Funesto

Há chuva, são águas passadas decaindo por todo lado. Em méritos que não são méritos a desgraça conseguiu piorar ainda mais adicionando o momento fúnebre na minha vida, tenho que ver o reflexo do dia cinza no gramado, e as pessoas andam de preto porque?. Faço textos, englobo palavras desiguais na conversa, tudo porque eu quero ela que tanto não me quer. A dias que se eu me entorto no telhado é pra surgir na tua janela e dar um olá sem demonstrar meu sangue estilhaçado de dores. Embora a queda não resista a me querer eu ainda posso subir mil vezes se você não se importar...  Você, eu sei, nunca vai ler isto!  Ah, se... Ah....Me encarrego de escrever aqui como ultimas palavras esse assunto, me encarrego a todo dia de músicas me estimulando a pensar em palavras que se encaixam estranhas umas com as outras.... 



Escrito por r u l às 20h38
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Quero o todo que não se pode pegar

Mesmo embebido em verdades extracensoriais ficou evidente que sua vista ainda estava tremendo, a dor de cabeça que nem mesmo os deuses podiam tratar tomava conta do canto esquerdo do seu cérebro. Para ele isso era o amor, paixão sem dor nunca existiu e este fato é indiscutível! Lembrou do seu pequeno amor, amor tímido e cheiroso, amor inconcebível, amor que podia cruzar as pernas nas minúsculas carteiras da sala. Lembrou também da dor que era vê-la e não dar um abraço imenso-infinito. "Esta vida não me quer" pensava em coisas opostas ao dizer essa frase repetitivamente, o dia todo pensando na frase tentando esquecer que viver subjetivamente pode ser trágico!  Cantou e chorou, compôs cancões que ninguém ouvia e queria que queria abranger o máximo de seus extintos emocionais. Começou a não achar mais graça em coisas banais, na alegria chorava, na tristeza caia de dores e "minha nossa" era este o fim....  agora é triste a sorrir sem querer imaginar absolutamente nada! 



Escrito por r u l às 21h28
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Um mar de adjetivos em extinção

Sexta transparente e o mundo de adjetivos me deu um susto ao surgir muito rápido na rua. Passam ao meu lado garotas-mulheres de corpo perfeito, homens com cara de iguais e senhoras com guarda-chuvas. Na minha frente ninguém passa. Eu tenho um par de sapatos sem o barbante num dia chato, tá frio e quem quiser água pode até esquentar num bule e fazer café. Mas quando a imagem não mais consta no cardápio é normal notar que é ou um ou outro, quem tem cabeça não vai ter imagem ou vice versa. Vocês que me observam daí de cima onde a gravidade não convêm, desliguem meu controle remoto e me pendurem com cinco pontas num alto bem escuro, vou brilhar os céus porque aqui eu não sei se vou querer brilhar. 




Escrito por r u l às 09h46
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