rul


Portishead - Sour Times

 

 

Hoje não é sexta-feira, não é véspera de nada nem feriado de qualquer coisa. Amanheceu assim tão nublado e nenhuma núvem se quer propôs-se a se mexer. Pessoas passam de mal a pior de lá pra cá e tudo parece tão normal. Mas há de que alguém repare, o dia não se move! O sol já nasceu na posição do meio dia, estamos já nas três horas da tarde e ele ainda está lá! Será que ninguém vai ter tempo de olhar pro céu? De decretar que o mundo, sei lá, talvez o universo tenha dado pau? Ninguém da nasa, da marinha-aeronáutica e exército de sei lá que país ou qualquer ignorante vai querer tomar nenhuma providência? As sombras de inúmeros postes decretaram seu feriado após longos anos de trabálho árduo e tenso. O eclipse agora vai poder acontecer mais vezes, a cada noite a turma chora torcendo para que a lua se faça sobre o sol, isso se ela não parar também nessa noite! Tudo parado, e nós? Teremos que parar também? Podemos parar? E agora?....



Escrito por r u l às 18h21
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Norman Bates & os Corações Alados - Nau Capitânia

Jack


Creio que a muito que você aguarda esta carta, lamento tê-la demorado. Estávamos todos aguardando a chegada do navio Norte-Sul, pensavamos que havíamos perdido nossa mercadoria e de fato haíamos perdido realmente. A correria nesses últimos anos foi intensa , nem funcionários dos correios estavam podendo cumprir com as obrigações. Tudo isso devido a ordem do rei que colocou Deus e o mundo sob investigações. Visto que o navio não mais chegava ele, o Rei, desconfiou que alguém poderia ter entregado as coordenadas a um navio pirata.

Tanta coisa ocorreu durante esses tempos. Tantas aventuras me aconteceram que já nem sei qual devo contar. Conheci uma moça encantadora que me conduziu por lugares que nenhum homem jamais havia passado. E pelos caminhos mais tortos que eu pude prosseguir, acabei prosseguindo pra bordo de um navio pirata. Como capitão acabei por me tornar o pirata mais conhecido por estes mares. Juntamente com Dona Marie e uma tripulação de quatorze piratas navegamos doze semanas a bordo do Pérola Negra! Lamento não lhe escrever durante todos esses anos. Mesmo assim, se eu tivesse escrito esta carta, não adiantaria. Éramos eu, o Pérola Negra numa imensidão de águas e quatorze tripulantes imundos. Não poderia de modo algum te entregar a carta!

Você deve estar se perguntando como me tornei capitão daquele navio? Como pude eu fazer tantas coisas que mesmo pra mim pareciam terríveis antigamente? Pois então, eu simplesmente precisei rouba-lo. Sei que o que você jamais cortejou foi um pirata. Sei que se eu conseguisse me tornar algo detestável, tornar-me um pirata seria a pior das coisas! Mas eu precisava. De fato o navio Norte-Sul havia sido roubado e como o mais ciente em navegações era meu pai, cego fazia duas décadas, o segundo na lista seria eu. O rei demorou uma eternidade até me obrigar a comandar uma esquadra de navios atrás do Norte-Sul. E foi como capitão dessa esquadra que conheci e me encantei com o Pérola Negra. Já navegávamos a seis semanas, após o dia se fechar em tempestades terríveis e já acostumado com a perda de quatro dos meus "marujos", finalmente dei de cara com o mais belo e encantador navio que já vi com meus próprios olhos.Ele era imenso, envolvido com toda aquela maderia e mastros gigantescos, queria rendê-lo, segurá-lo com minhas próprias mãos. Mas nada saiu como planejado, minha ambição era imensa que eu mal podia pensar. A esquadra se auto-destruiu tentando rendê-lo e restando assim eu com minha tripulação a deriva frente ao Pérola Negra. A primeira vista foi linda, eu frente ao navio mais rápido que o mundo já pôde ter. Mas a alegria não durou muito... E em instantes as balas começaram a chover em nossa direção, tripulantes se jogaram aos baldes para a água. Eu como capitão ordenei para que ateassem fogo, atacassem até mesmo seus relógios. Mas com o Pérola, de longe o mais forte, nada pude fazer senão afundar com meu navio.

Após quase me afogar achei que o céu fosse a segunda chance. Acordei como refém amarrado no mastro do navio. Fiquei ali durante duas semanas até que o navio pudesse atracar, e graças a um antigo amigo que ali freqüentava, fui solto. Içamos as velas do próprio navio enquanto os piratas saiam em busca dos seus tesouros e deixamos todos naquela ilha deserta! O navio Norte-Sul já não me vinha à cabeça. Eu tinha agora em minhas mãos o tão sonhado Pérola Negra. Mas como pode duas pessoas conduzirem um navio tão grande quanto o Pérola Negra?.Esqueci de dizer.. Não estávamos sozinhos. Conduzimos sim o Pérola até o cais mais próximo conhecido como Refúgio dos Piratas e alí em meio a pancadarias e muito Rum formamos nossa atual tripulação!

 


Continua....



Escrito por r u l às 14h20
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Uma vida iluminada

Que dia é hoje?Onde estou?”E assim, olhando as pessoas passarem muito rente a mesa Rur Sales não cogitou a se mover.O medo dominara seus impulsos e as luzes que se refletiam do palco lhe faziam mal.A sua hora já estava quase chegando.Inscritos na quinta posição, sua banda finalmente iria tocar. Queria pular do palco, arrancar os cabelos e dizer maluquices a toda aquela gente.Começava a talvez imaginar fotos e cores.As garrafas também lhe refletiam cores e que pareciam se degradar letalmente.Imaginou o mundo em câmera lenta e ao se aproximarem da mesa as pessoas queriam cumprimentá-lo, mas ele já não podia se reconhecer. Não sabia que tudo aquilo não era um sonho.Não sentia beliscões.

“A hora chegou.É a vez de vocês” Foi carregado até lá e ignorou os olhares de inúmeros conhecidos-desconhecidos que por ele, naquele momento, não se podia dizer que algum contato tenha acontecido realmente. Primeiro susto com o som das baquetas chamando a primeira música, segundo susto a sua voz soando num tom totalmente atonal.Cantou como se fosse um sóbrio tentando se embreagar sozinho.O mundo que era feito em câmera lenta sofre uma metamorfose e arrecadando flash´s pôs-se a girar, a girar com toda a força. Arrancou o pedestal do chão e agora estava elétrico, as coisas ganharam sentido.Estava numa novela totalmente em branco e preto.Colocou as mãos na cabeça e não encontrou seu chapéu.Queria o terno mas a blusa de lã lhe acomodara tanto que preferia o intenso suor daquela noite!Cantou até notar que o terceiro susto havia chegado...eram as palmas febrís do público querendo mais.



Escrito por r u l às 17h18
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